O que o estudo mostra
A Mastercard divulgou o relatório SME Cybersecurity Outlook 2026, feito com a Payments and Commerce Market Intelligence. A pesquisa ouviu 2.400 proprietários de pequenas e médias empresas e tomadores de decisão em 12 mercados: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Panamá, Peru e Porto Rico.
O dado central: 51% das empresas da América Latina apontam o medo de fraudes e ameaças virtuais como um dos principais obstáculos para ampliar o uso de pagamentos digitais. Quase todas já usam esses meios: 97% das PMEs consultadas aceitam pagamento digital. Aceitar, porém, não é o mesmo que confiar para crescer.
Entre os empresários da América Latina e do Caribe, 40% dizem que a preocupação com segurança cibernética reduziu ou interrompeu o uso de ferramentas ou pagamentos digitais. Cerca de um terço adiou planos de expandir o comércio eletrônico ou de entrar em novos mercados por causa desses riscos.
Conhecer não é estar preparado
93% dos empresários dizem conhecer medidas de proteção digital. Mas apenas 18% têm muita confiança na capacidade da própria empresa de se proteger contra ameaças cibernéticas. E uma em cada cinco empresas não tem plano de resposta ou recuperação para incidentes.
Quase metade dos consultados acredita que uma proteção mais forte contra fraudes e ataques poderia gerar crescimento adicional de 25% ou mais. Em paralelo, 42% apontam o aumento das vendas pela internet e das transações digitais como uma das principais oportunidades de negócio para os próximos dois anos.
O recorte brasileiro
No Brasil, todas as 200 empresas consultadas aceitam pagamento digital. Ainda assim, 57% apontam o medo de fraudes e ataques cibernéticos como uma das principais barreiras para ampliar esse uso.
Nos últimos 12 meses, 38% dos empresários brasileiros adiaram a adoção de novos meios de pagamento por receio desses riscos. Outros 28% postergaram planos de expansão geográfica, e 27% adiaram iniciativas de marketing digital e parcerias comerciais.
Do outro lado da conta, 91% consideram a segurança cibernética uma vantagem competitiva, e 98% acreditam que o cliente tem mais chance de comprar de quem ele confia para proteger seus dados. 80% estimam que poderiam crescer a dois dígitos com uma infraestrutura de proteção mais sólida. As prioridades de investimento citadas incluem marketing digital, análise de dados, inteligência artificial e novos meios de pagamento, inclusive por aproximação.
Fonte: Mobile Time